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2012-12-07

Opernplatz


Um livro é, para mim, algo de muito importante.
Desde miúdo, quando os livros de casa se tornaram insuficientes e me socorria da Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian, que a minha avidez pela leitura nunca se saciou.
O conhecimento é algo que não podemos destruir. É a essência do próprio homem.  

10 de Maio de 1933. 
Na Opernplatz (Praça da Ópera) em Berlim, Goebbels inflamava, com a sua preversidão, as já de si preversas mentes nazis.


O impensável ia acontecer nessa noite e nesse local e noutras noites e em noutros locais da Alemanha: 
Num acto quase profético, livros iam ser destruídos!
Era a "limpeza" ou "depuração" da literatura alemã pelo fogo...
Só nessa noite, cerca de 25 000 livros foram queimados naquela praça! 


Autores como Einstein, Hemingway, Zola, Brecht, Freud, Thomas Mann e muitos outros passaram a integrar a lista de autores proibidos.
A propagação e purificação da raça e cultura ariana, assim o ditavam.

Triste noite, aquela em Opernplatz.


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